Vera Cruz Hospital adquire robô Da Vinci XI e completa 500 cirurgias robóticas

Vera Cruz Hospital adquire robô Da Vinci XI e completa 500 cirurgias robóticas

Instituição também recebeu microscópio de alta tecnologia que ajuda a reduzir o desgaste físico dos cirurgiões e o tempo de cirurgias de alta complexidade

 

Outubro, 2020 – Com a 500ª cirurgia robótica realizada nesta terça-feira (20), o Vera Cruz Hospital celebra a chegada do robô Da Vinci XI, modelo mais moderno, com plataforma totalmente digital, o que facilita o trabalho do médico e oferece ainda mais segurança e conforto ao paciente. O Vera Cruz foi o primeiro hospital do interior de São Paulo a adquirir um robô, o Da Vinci SI, como parte do Programa de Cirurgia Robótica, em 2018. Outro passo importante no aporte tecnológico da unidade foi a aquisição do novo sistema de visualização robótica: Kinevo, um microscópio de alta tecnologia que ajuda a reduzir os movimentos e o desgaste físico dos cirurgiões, além de diminuir o tempo de cirurgias de alta complexidade. 

 

“Em Campinas, o Vera Cruz já tinha um perfil de corpo clínico de excelência, só faltava incorporar a melhor tecnologia disponível. A Hospital Care chegou disposta a investir e, assim, iniciamos o projeto de Robótica. Esperávamos fazer cem cirurgias robóticas nos primeiros 12 meses, mas, em menos de um ano, fizemos duzentas”, conta a médica anestesista Larissa de Castro e Sa. “Somos referência de robótica no interior de São Paulo, tanto que estamos vivendo um fluxo inverso: cirurgiões de São Paulo vêm operar em Campinas em razão do serviço de qualidade e da tecnologia que oferecemos”, completa.

 

Para atender às novas demandas, o Vera Cruz Hospital implantou um programa de formação e aprimoramento das equipes internas de cirurgiões com habilidade na cirurgia robótica, expandindo para diversas especialidades. “Além de disponibilizar uma plataforma de cirurgia da mais alta tecnologia aos médicos, o hospital permitiu e facilitou o tratamento de ponta aos pacientes da Região Metropolitana de Campinas”, completa o coordenador do Departamento de Anestesia, Gabriel José Redondano Oliveira. Segundo o especialista, na cirurgia robótica é utilizada uma estratégia de anestesia multimodal, que consiste no uso de vários tipos de anestésicos em pequenas doses, o que reduz a ocorrência de efeitos colaterais.

 

Para o médico cirurgião Wilson Martinuzzo, com a decisão o Vera Cruz Hospital deu um salto na qualidade do atendimento em saúde. “Ter a cirurgia robótica como escolha para o paciente muda o padrão de um hospital e traz o que existe de mais moderno em tecnologia. Temos tido resultados fantásticos, com cirurgias de sucesso que incluem menos sangramento, menos resposta inflamatória e melhor pós-operatório”, explica. “Esse é o futuro da medicina e o Vera Cruz sai na frente com a aquisição dos equipamentos. Vale destacar, ainda, que a consagração da robótica foi na cirurgia urológica”, conta.

 

Especialidades

Entre as especialidades que inauguraram o uso da robótica no Vera Cruz Hospital está a urologia. Segundo o médico Sandro Faria, as principais cirurgias são as oncológicas para próstata, rim e bexiga. “Essa modalidade proporciona melhor controle de sangramento, recuperação mais precoce, menor tempo de internação e menores taxas de complicação. No caso do rim, por exemplo, também permite maior preservação de tecido renal. Já na próstata, aumenta significativamente a chance de preservação da função erétil”, diz Faria. 

 

O médico ginecologista Dorival Gomide explica que o principal critério para a indicação da cirurgia robótica é a complexidade do procedimento. “Quanto mais complicado o caso, maior o benefício. Na ginecologia, usamos principalmente no tratamento da endometriose, uma doença que apresenta cirurgias desafiadoras, por comprometer vários órgãos e estar relacionada ao desejo gestacional da paciente”, conta. Atualmente, são realizados cerca de dez procedimentos ginecológicos robóticos por mês, número que cresce continuamente. “A robótica permite uma precisão muito grande na dissecção, bem como um trauma muito pequeno aos tecidos manipulados, possibilitando um rápido reestabelecimento da paciente com mínimo comprometimento da fertilidade”, afirma o médico.

 

Na gastroenterologia os benefícios são grandes também. O médico Gabriel Garbato destaca que o Da Vinci XI é o que existe de mais moderno no mercado e que um terço das cirurgias robóticas do Vera Cruz são realizadas no aparelho digestivo. “O Vera Cruz é pioneiro nesse tipo de tecnologia e a expertise das equipes inclui muitos médicos e enfermeiros altamente treinados e preparados para esse tipo de procedimento, o que dá ainda maior segurança para o serviço e para o paciente. O hospital conta, ainda, com um programa de relacionamento médico voltado para a cirurgia robótica completamente diferenciado e acessível”, conclui.

 

Conceito

A robótica é uma técnica laparoscópica efetuada por meio do controle de um robô, que possui pinças com ângulos que simulam movimentos da mão do cirurgião e uma ótica que possibilita a visualização em três dimensões. Essa movimentação em todos os ângulos aliada à visualização em várias dimensões permitem uma dissecção muito exata e delicada, diminuindo muito o dano aos tecidos manipulados, o que torna a robótica uma técnica menos invasiva. Destaca-se, ainda, a precisão dos movimentos das pinças robóticas, principalmente pelo controle do tremor das mãos humanas, bem como uma visão aumentada e bastante próxima das regiões operadas, como outras grandes vantagens. Para o paciente, os principais benefícios são melhor recuperação e melhores condições no pós-operatório, redução no tempo de internação, além de aumento na segurança. 

 

“No início, o trabalho de montar e treinar uma equipe assistencial de robótica com instrumentadores, engenharia clínica, farmacêuticos, enfermagem, anestesistas e cirurgiões, foi desafiador. Além disso, todas as outras áreas que dão suporte ao centro cirúrgico se envolveram nesse objetivo comum. Então, quando vemos o resultado de todo esse trabalho, sentimos muito orgulho”, finaliza Larissa.

 

Sobre o Vera Cruz Hospital

Em 76 anos de existência, o Vera Cruz Hospital é reconhecido pela qualidade de seus serviços, capacidade tecnológica, equipe de médicos renomados e por oferecer um atendimento humano que valoriza a vida em primeiro lugar. O Vera Cruz dispõe de 167 leitos distribuídos em diferentes unidades de internação, em acomodação individual (apartamento) ou coletiva (dois leitos), UTIs e maternidade. A Instituição conta também com setores de Quimioterapia, Hemodinâmica, Câmara Hiperbárica Monoplace, Radiologia (incluindo tomografia, ressonância magnética, densitometria óssea, ultrassonografia e raio-x), e laboratório com o selo de qualidade Fleury Medicina e Saúde. Em outubro de 2017, a Hospital Care tornou-se parceira do Vera Cruz. Em pouco mais de dois anos, a aliança registra importantes avanços na prestação de serviços gerados por investimentos em inovação e tecnologia. Em médio prazo, o grupo prevê expansão no atendimento com a criação de dois novos prédios erguidos na frente e ao lado do hospital principal, totalizando 17 mil m² de áreas construídas a mais. Há 30 anos, o Vera Cruz inaugurou e mantém a Fundação Roberto Rocha Brito, referência em treinamentos e cursos de saúde na Região Metropolitana de Campinas, tanto para profissionais do setor, quanto para leigos, e é uma unidade credenciada da American Heart Association.

 

Atendimento à imprensa

Rafaela Dias | [email protected] | (19) 98199-0352

Tiago Freitas | [email protected] | (19) 99306-2923

The post Vera Cruz Hospital adquire robô Da Vinci XI e completa 500 cirurgias robóticas appeared first on Vera Cruz Hospital .

Obesidade cresce no Brasil: especialista do Vera Cruz Hospital alerta sobre os riscos da doença

Obesidade cresce no Brasil: especialista do Vera Cruz Hospital alerta sobre os riscos da doença

Outubro, 2020 – O número de pessoas obesas no Brasil mais que dobrou entre 2003 e 2019, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os índices divulgados recentemente apontam que, no ano passado, 26,8% dos brasileiros acima de 20 anos eram considerados obesos, enquanto o percentual era de 12,2% há 16 anos. Para o cirurgião bariátrico do Vera Cruz Hospital, André Pierro, os índices são alarmantes e exigem uma urgente mudança de hábitos. “A obesidade é tratada como doença há poucas décadas, mas se trata de uma epidemia mundial que refletiu no estilo de vida do brasileiro, aumentando o consumo de alimentos industrializados e fast-foods e que, por consequência, gerou números alarmantes e que refletem diretamente na saúde física e emocional das pessoas”, explica o especialista.

Segundo o médico, a doença que atinge todas as classes sociais, pode acarretar em diversos problemas como alteração na pressão arterial, diabetes, problemas articulares nos joelhos e quadril, deficiências no fígado, maior
incidência para vários tipos de câncer, além de depressão e problemas de ordem social. “Pessoas obesas têm dificuldade em conseguir emprego, se relacionar e até mesmo comprar roupas em lojas comuns, além das dezenas de doenças que podem desenvolver. É um problema cultural que precisa ser revertido com políticas públicas e mudança de hábitos, principalmente em relação à alimentação e à prática de exercícios físicos”, afirma o cirurgião do Vera Cruz Hospital.

 

Ainda segundo o especialista, este ano, devido à crise econômica ocasionada pela pandemia a situação poderá piorar, fazendo com que menos pessoas tenham acesso à qualidade na alimentação. “Os números são reais e confirmam que cada vez menos as pessoas terão acesso a alimento fresco e saudável, assim como à proteína magra. Esse é um problema real, que pode aumentar ainda mais a obesidade e a procura por cirurgias. Os problemas sociais e financeiros da pandemia devem, em pouco espaço de tempo, afetar a saúde das pessoas”, lamenta. Por outro lado, o isolamento trouxe um alerta, de acordo com o cirurgião. “Nunca vimos tantas pessoas praticando atividades físicas ou com medo das consequências da obesidade, afinal, é evidente, do ponto de vista global e científico, que o maior número de óbitos durante a pandemia envolvia a obesidade, além de outras comorbidades. Esperamos que as pessoas possam mudar os seus hábitos. Esse é o principal alerta: mudança total na qualidade de vida, para ontem”, defende.

Bariátrica
A cirurgia bariátrica é um procedimento que pode, segundo Pierro, ser feito em 5% da população, com base, principalmente, no cálculo do IMC (Índice de Massa Corpórea). “Os IMCs entre 25 e 29,9 são considerados indicadores de sobrepeso, enquanto valores entre 30 e 39,9 de obesidade e, acima de 40, obesidade grave”, explica o médico. “Trata-se de uma ótima solução para quem perdeu a guerra contra a balança, pois quando a pessoa atinge a obesidade, existe menos de 5% de chances de sucesso após dietas somadas a atividades físicas. Mesmo com muita disciplina, disposição e recursos, é cientificamente improvável conseguir a redução necessária”, afirma. Um dos principais mitos da cirurgia bariátrica, segundo o especialista, é acreditar que se trata de um procedimento estético e não de controle da doença. “Muitas pessoas pensam que é mais uma modalidade de cirurgia plástica e que interfere na estética e não diretamente na redução de peso. É importante saber que essa é a primeira etapa do tratamento e não a última. As correções estéticas vêm aproximadamente dois anos depois da cirurgia bariátrica”, explica. Além disso, antes de realizar o procedimento, o paciente precisa passar por avaliação com diversos profissionais como endocrinologista, cardiologista, psicólogo, nutricionista e fisioterapeuta. “Após essas avaliações, o procedimento que reduz o estômago e também o intestino delgado, pode fazer com que o paciente perca aproximadamente 40% do seu peso inicial. Mas, é preciso mudar a mentalidade do paciente também pois, após os primeiros anos, há a tendência ao retorno da obesidade, devido a memória metabólica, que nada mais é do que o organismo tentando recuperar o peso
que acredita ser o ideal e o paciente acaba ganhando mais de 20% do que perdeu”.

O médico alerta para uma situação considerada mito, mas que não é: o aumento do consumo de bebidas alcóolicas. Segundo ele, existe um grande risco de o paciente trocar a compulsão alimentar por alcoólica devido a facilidade na ingestão do líquido no pós-cirúrgico. “A bebida não é proibida, mas deve ser consumida moderadamente, de forma consciente e equilibrada, pois o álcool possui mais calorias que o carboidrato por grama”, alerta. “Brincamos que a cirurgia bariátrica é um casamento sem direito a divórcio entre paciente e toda a equipe de especialistas. Podemos brigar, mas não nos separar. O diálogo e acompanhamento precisam ser constantes e para a vida toda, só assim é possível a cura”, completa. Por isso, o médico alerta ainda para as dietas da moda que podem auxiliar o início de um emagrecimento, mas que não curam a obesidade. “Dietas como as de zero consumo de carboidrato ou de jejum intermitente podem funcionar por 30 a 50 dias, mais que isso é inviável, ou seja, existe um grande risco de a pessoa fugir dessa dieta ou deixar ela pra sempre. É importante achar um meio termo para perder alguns
quilos, mas quando se tem a obesidade, só a cirurgia bariátrica pode curar a doença”, diz.

Sobre o Vera Cruz Hospital
Em 76 anos de existência, o Vera Cruz Hospital é reconhecido pela qualidade de seus serviços, capacidade tecnológica, equipe de médicos renomados e por oferecer um atendimento humano que valoriza a vida em primeiro lugar. O Vera Cruz dispõe de 167 leitos distribuídos em diferentes unidades de internação, em acomodação individual (apartamento) ou coletiva (dois leitos), UTIs e maternidade. A Instituição conta também com setores de Quimioterapia, Hemodinâmica, Câmara Hiperbárica Monoplace, Radiologia (incluindo tomografia, ressonância magnética, densitometria óssea, ultrassonografia e raio-x), e laboratório com o selo de qualidade Fleury Medicina e Saúde. Em outubro de 2017, a Hospital Care tornou-se parceira do Vera Cruz. Em pouco mais de dois anos, a aliança registra importantes avanços na prestação de serviços gerados por investimentos em inovação e tecnologia. Em médio prazo,
o grupo prevê expansão no atendimento com a criação de dois novos prédios erguidos na frente e ao lado do hospital principal, totalizando 17 mil m² de áreas construídas a mais. Há 30 anos, o Vera Cruz inaugurou e mantém a Fundação Roberto Rocha Brito, referência em treinamentos e cursos de saúde na Região Metropolitana de Campinas, tanto para profissionais do setor, quanto para leigos, e é uma unidade credenciada da American Heart Association.

Atendimento à imprensa
Rafaela Dias | [email protected] | (19) 98199-0352
Tiago Freitas | [email protected] | (19) 99306-2923

The post Obesidade cresce no Brasil: especialista do Vera Cruz Hospital alerta sobre os riscos da doença appeared first on Vera Cruz Hospital .

© 2026 Hospital Evangélico. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade | Política de Cookies